
66 anos, professor titular "sênior" do IFF (ex-CEFET-Campos, RJ) e engenheiro. Pesquisador atuante nos temas: Capitalismo de Plataformas; Espaço-Economia e Financeirização no Capitalismo Contemporâneo; Circuito Econômico Petróleo-Porto; Geopolítica da Energia. Membro da Rede Latinoamericana de Investigadores em Espaço-Economia: Geografia Econômica e Economia Política (ReLAEE). Espaço para apresentar e debater questões e opiniões sobre política e economia. Blog criado em 10 agosto de 2004.
segunda-feira, maio 29, 2006
Plano Diretores

Assinar:
Postar comentários (Atom)
Um comentário:
Olá Dr. Rodrigo,
A demora é fruto das dificuldades que tem o poder público local de se organizar. Verdade que a demora inicial se deveu ao embaraço do quadro político com as novas eleições, mas vê-se que foi preciso mais de dois meses após o segundo turno da segunda eleição, para que eles conseguissem colocar a questão para frente.
E olhe, que eu imaginaria que este debate fosse uma das coisas que mais poderia interessar a um governante que acabasse de assumir interessado em organizar e planejar o município para o futuro deixando as pendengas políticas para trás. Enfim...
Particularmente, acho que vai haver necessidade de pressão para que a discussão seja aberta e participativa. Para isso vai ser preciso que o chefe do executivo local tenha coragem de bancar um período maior de preparação e debates além de outubro, senão invariavelmente teremos um novo Plano tecnocrático e muito provavelmente tendencioso mais uma vez para a "elite branca".
Quanto a questionametos jurídicos, prefiro ainda dar um tempo para ver o grau de participação e de deliberação que vai ser dado à população e à pequena parcela organizada que tem interesse em participar do debate.
Se houver embaraço e confusão neste processo é que se deve questionar o MP. Bom lembrar que o Estatuto da Cidade obriga a participação ampla e aberta durante todo o processo sob pena do mesmo não ter validade e o chefe do executivo poder ser questionado por improbidade administrativa.
Na entrevista que citei na nota da secretária Nacional de Planejamento Urbano, Raquel Ronik, ela diz claramente que será exigido destes planos diretores que as cidades estão elaborando o elencamento de prioridades e a provisão de recursos para a implantação destas ações nos Planos Plurianuais (PPAs) e nos Orçamentos (LOA) dos municípios.
Vamos acompanhar os desdobramentos,
Sds,
Roberto Moraes
Postar um comentário