
66 anos, professor titular "sênior" do IFF (ex-CEFET-Campos, RJ) e engenheiro. Pesquisador atuante nos temas: Capitalismo de Plataformas; Espaço-Economia e Financeirização no Capitalismo Contemporâneo; Circuito Econômico Petróleo-Porto; Geopolítica da Energia. Membro da Rede Latinoamericana de Investigadores em Espaço-Economia: Geografia Econômica e Economia Política (ReLAEE). Espaço para apresentar e debater questões e opiniões sobre política e economia. Blog criado em 10 agosto de 2004.
quinta-feira, junho 29, 2006
Reclamar de R$ 0,46 por dia é muita avareza!

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2 comentários:
Vejo esta nota e me recordo da nota publicada na sexta-feira, 16 de junho de 2006 com o título "liberaram o outdoor".
Campos evolui, só não vê isso quem tem muita má vontade, mas ainda há um ranço em alguns setores da sociedade que é realmente de amargar!
Não cansamos de chamar os políticos de safados e corruptos, mas nos negamos a reconhecer neles o reflexo de nós mesmos! Nós, campistas e brasileiros, enchemos a boca para reclamar da falta de vergonha, da cara de pau dos políticos e da impunidade no Brasil. Fazemos isso de dentro de nossos carros emplacados no Espírito Santo e estacionados no meio das ruas, despreocupados porque no momento isso aqui é a casa da mãe Joana, cada um faz e pede o que vier na cabeça!!!! Talvez a nossa generalização no fundo é o que nos permite a noite irmos dormirmos tranquilos, na doce ilusão que afinal somos todos iguais!
Roberto, Campos me parece um barco a remos que já ganhou um motor e começa a rumar em frente, mas ainda há uma ancora que não foi içada e se arrasta no fundo, que ainda atrasa a viagem. Mas não tenho dúvidas que uma hora esse nó desata!
Um abraço, Marcos Salomão
Olá Marcos,
Andou sumido dos comentários, heim? Não entendi muito bem a relação desta nota com a outra.
Quanto a nossa cidade concordo em parte com os seus comentários. Sem nenhum favor vejo evolução, porém muito pequena em relação ao que poderia estar acontecendo.
Em relação ao ranço concordo e também quanto às reclamações feitas exclusivamente aos representantes políticos eleitos de quem se reclama, se bajula e enche de pedidos pessoais e interesses quase na mesma proporção.
Quanto ao motor para a locomoção me parece que a comparação pode ser pertinente quanto ao dinheiro que pode financiar e desatar os nós, mas não vejo em muitas outras áreas capacidade de dar suporte à arrancada pós-desatamento dos nós.
Minha maior preocupação é que este dinheiro abundante, além de não ser permanente (coisa que todos já sabem) ele não será gratuito. Quero dizer que a convivência com a fartura costuma trazer problemas nos períodos posteriores de carência. E poucos ainda perceberam que a única coisa certa no futuro, que pode ser daqui a vinte anos é que “obrigatoriamente” de qualquer forma (mesmo que o dinheiro atual seja otimamente investido) teremos que viver com uma receita pouco maior que a metade da atual.
Vale o debate,
Abraço,
Roberto Moraes
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