66 anos, professor titular "sênior" do IFF (ex-CEFET-Campos, RJ) e engenheiro. Pesquisador atuante nos temas: Capitalismo de Plataformas; Espaço-Economia e Financeirização no Capitalismo Contemporâneo; Circuito Econômico Petróleo-Porto; Geopolítica da Energia. Membro da Rede Latinoamericana de Investigadores em Espaço-Economia: Geografia Econômica e Economia Política (ReLAEE). Espaço para apresentar e debater questões e opiniões sobre política e economia. Blog criado em 10 agosto de 2004.
sexta-feira, abril 18, 2008
O povo atônito!
Sei que para alguns, mesmo que não verbalizem, o povo, especialmente nestes momentos, ou é um mero detalhe, ou uma retórica de palanque. Imagine, se até para os mais escolarizados e “teoricamente mais esclarecidos” é difícil compreender o que estamos vivendo imagine o povo em meio à sua luta diária pela sobrevivência?
Depois de fazer o que fizeram com flagrantes de documentos, fotos, filmes, etc. e ainda poder retornar, o mínimo que se pode dizer é que o que fizeram com Campista, o único crucificado é...
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5 comentários:
Em verdade a letra dura da lei do direito positivo escarrou na cara da justiça.
Foi isso que aconteceu. Motivado por uma decisão unicamente política e cagando para o princípio civilizatório que a polícia federal representa.
Voltemos a exigir que se abra a caixa preta do judiciário enquanto isso.
Roberto,
por um tempo fui um entusiasta dessa opinião: o povo coitado, é o último a entender - quando entende! - o que acontece.
O problema é que depois de um tempo, caí na real. Por mais duro que seja, a grande verdade é que memória de povo é igual memória de peixe: daqui a uns dias, eles nem se lembram mais.
Por muito tempo pensou que era exclusão social a responsável por essa ignorância intrínseca: passados anos de globalização interna, com o povão inundando as Casas Bahia, provou-se que não era.
Então, o mito passou ao trabalho: bastava "dignificar" o homem e esse ranço de burrice - desculpe a dureza - pereceria. Com cada vez mais brasileiros empregados, continuamos a ver os mesmo equívocos eleitorais, a mesma facilidade para cair no discurso populista e a mesma memória incapaz de guardar até o próximo pleito todos os desmandos cometidos até lá.
Hoje, o mito assenta-se na educação. Segundo muitos - e me incluo nessa -, chegará o dia em que a banda podre do país se curvará às virtudes cívicas de um povo educado, blindado a diversos tipos de malabarismos elitoreiros e eleitorais, populistas e populares. Pelo bem de nós, os "escolarizados" de hoje, é desejável que, enfim, acertemos nossas previsões.
Mas até esse longínquo dia, só nos resta lamentar...
Prof. Roberto Moraes, saudações...
Faço a seguinte sugestão: Depois de todo o ocorrido e das últimas e lastimáveis notícias sobre a política de nossa cidade, não seria melhor que se abrissem as portas dos presídios, dando liberdade a todos os malfeitores, pois se todos são iguais, o mínimo que poderia ser feito era liberar os bandidos, uma vez que roubar os cofres públicos, licitações fraudulentas, etc e tal são crimes e a que tudo parece, não estão sendo passíveis de punição. Abraços do SKF, que até o momento, tem sentido uma vergonha profunda em ter nascido nesta terra de ladrões.
A conotação de povo nesses casos acaba sendo atrelada ao segmento de baixa renda. Ganha até status de Apartheid: "eles" Todo mundo é povo, e o dilema da pobreza como instrumento de barganha cai por terra dessa forma.
O que leva um cidadão a trocar seu voto não é sua condição de hipossuficiência, estão aí os empreiteiros da cidade que não me deixam mentir.
O tempo da cesta básica, pelo menos em regra, já se foi...
Educação? Talvez... se conseguir transcender, chegando à seara cívica, ética e cidadã.
O povo, em todas as suas acepções, precisa parar de ser poupado, é cúmplice.
Quém é o povo? aquela grande massa de pobres que vão vender seu voto a R$ 50? esses podem retroalimentar sua miséria inconscientemente, mas não estão atônitos Não tem tempo pra isso.
Do resto, pode ser que fiquem surpresos e indignados, mas certamente, mais do que os crucificados, eles são os Pilatos dessa história, se lavando as mãos e contemplando os acontecimentos.
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