terça-feira, abril 01, 2008

Sobre as conversas, as fitas e o futuro de Campos

O blog entreouvindo aqui e acolá, um e outro, posta aqui algumas impressões acerca do que se tem divulgado a respeito de conversas, entrevistas, conteúdos de fitas, etc., de todo este imbróglio político que vive a nossa querida Campos: 1) Tudo leva a entender que o prefeito mandava apenas em algumas coisas e era pouco respeitado pela sua equipe. Havia um ajuntamento de gerentes e secretários que faziam o que bem entendiam. Apenas alguns obedeciam, prestavam satisfações dos seus atos e despachavam providências ouvindo o prefeito; 2) O procurador geral, Alex Campos mandava muito. Era procurado por quem precisava de ações e decisões do prefeito. Junto dele, o Francisco Rodrigues detinha um poder diretamente outorgado pelo prefeito a quem assessorava de perto e, talvez encaminhasse algumas coisas que o prefeito queria, sem desejar se expor; 3) Os vereadores, secretários e gerentes (tirando um ou outro) se odiavam, uns chantageavam outros, num jogo de poder e dinheiro com uso de dossiês particulares e ameaças; 4) Estranho e carece de apurações maiores, a constância com que alguns usavam expressões “juízes amigos nossos” que podem ou não ser apenas mais blefe no jogo de poder e disputa por vantagens, contratações, obras, convênios, etc.; Tudo isso, que são apenas, suposições e análises preliminares, baseadas, como ditas e agora repetidas, em comentários, notas de jornais, falas de rádio e conversas “entreouvidas aqui e ali” mostra que o quadro de deterioração política e administrativa em Campos é, ou pode ser, muito mais grave, profundo e degradante do que qualquer um poderia, inicialmente, supor. Observa-se, em alguns casos inclusive com comprovações, que o descontrole era total. O interesse pela qualidade e eficiência da gestão das políticas públicas era secundário, no processo de dominação e uso da máquina substanciada pelas gordas verbas dos royalties. Por mais doloroso que seja, mesmo sem desejo de personalizar onde não seja necessário, as críticas, é necessário que a apuração vá fundo aos detalhes e aos possíveis envolvidos e que isso possa servir para que a gestão pública municipal possa, daí por diante, ser olhada por gestores, pela sociedade através de suas diversas entidades e pelo povo de uma forma diversa da que se viu nestes últimos anos. Será necessário equilíbrio para não responsabilizar inocentes, mas também é necessário fazer justiça, sem a qual o público continuará um mero instrumento dos interesses privados. A nossa Campos merece algo melhor!

2 comentários:

xacal disse...

Caro Roberto,

Existe um aspecto de sua análise que gostaria de ressaltar:
A condição de passageiro do ALLKAYDE...
Não que isso o isente de culpa, pelo contrário...a sua falta de autoridade, e competência, assim como de zêlo pela coisa pública legou a administração esse "deixar fazer-deixar passar"...
Mas deve ser doloroso ouvir os adjetivos empregados contra si pelos auxiliares mais próximos...
O ALLKAYDE tem 99% de chance de estar sepultado politicamente...

Anônimo disse...

Caro professor,

Conforme matéria publicada, na edição de hoje, do jornal “O Diário”, o prefeito em exercício, Roberto Henriques, acena com a possibilidade de recontratar o pessoal do PSF, através dos hospitais filantrópicos de Campos. Ele alega que não pode fazer concurso público por se tratar de um Programa Federal. Essa declaração revela o quanto o prefeito em exercício é despreparado para o cargo e está “jogando pra galera”. Ele gosta mesmo é de um discurso barato. Veja bem: contratar esse pessoal através da rede de hospitais, seria uma “manobra” que não difere em nada das contratações temporárias através da Cruz Vermelha. Por isso que eu digo: Roberto até agora só fez trocar “seis por meia dúzia”.
O correto Sr. Henriques, seria fazer um amplo concurso público municipal na área de saúde (inclusive contemplando as necessidades do PSF), e depois remanejar parte desse pessoal para o PSF. Seriam profissionais concursados em diferentes áreas da saúde que depois receberiam treinamento específico para atuar no PSF. Essa é a solução ideal e definitiva. O resto é conversa fiada e que já está “cheirando” a manobras eleitoreiras.

Alberto Gaspar.