66 anos, professor titular "sênior" do IFF (ex-CEFET-Campos, RJ) e engenheiro. Pesquisador atuante nos temas: Capitalismo de Plataformas; Espaço-Economia e Financeirização no Capitalismo Contemporâneo; Circuito Econômico Petróleo-Porto; Geopolítica da Energia. Membro da Rede Latinoamericana de Investigadores em Espaço-Economia: Geografia Econômica e Economia Política (ReLAEE). Espaço para apresentar e debater questões e opiniões sobre política e economia. Blog criado em 10 agosto de 2004.
terça-feira, abril 01, 2008
“TSE quer controlar campanha na internet”
O blog do Sérgio Amadeu da Silveira que é sociólogo e doutor em Ciência Política pela Universidade de São Paulo já chamava a atenção para a questão, desde o dia 25 de março. Veja trechos:
“O TSE acaba de definir as condutas vetadas na campanha eleitoral de 2008. A grande novidade é que o Tribunal legisla sobre como deve ser a campanha no ciberespaço, transnacional e desterritorializado. A Internet é vista como um veículo broadcasting, como se fosse um canal de Rádio ou Televisão”.
“Impressinante. O TSE estaria proibindo a campanha em blogs, fotologs, youtube, perfis no twitter, no orkut (onde é possível encontrar mais de 50% dos internautas brasileiros), no Facebook, no MySpace e em outros sites de relacionamento? Tudo aquilo que a Internet permite de incentivo ao relacionamento estaria vetado?”
“O TSE quer limitar as possibilidades de interação, na campanha eleitoral, entre os candidatos e os cidadãos a um site que deve necessariamente estar vinculado a um determinado domínio? A riqueza da esfera pública interconectada, tão comentada por pesquisadores como Yochai Benkler e Lawrence Lessig, não estaria sendo suprimida com uma resolução tão limitadora?”
“Para que uma regulamentação tão autoritária? Por que esta tentativa de limitar formas originais de campanha na blogospehera e nos demais cantos do ciberespaço? Alguns poderiam responder "para coibir o poder econômico". Mas como bem apontou o Prof Benkler a diferença brutal entra a esfera pública dominada pelos mass media e a esfera pública interconectada, realizada, pela Internet, ocorre exatamente pela arquitetura de informação distribuída da rede, e, pela eliminação dos custos para se tornar um falante”
“Um último comentário: Barack Obama, dificilmente chegaria onde chegou se tivesse que seguir uma resolução semelhante a brasileira. Sua campanha foi quase que totalmente feita a partir do Facebook.”.
Se desejar ler o comentário na íntegra clique aqui.
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Um comentário:
Ia fazer o comentário por lá, mas depois resolvi ser fiel ao meu princípio de fortalecer a discussão primeiro em nível local(com exceção dos temas econômicos, qeu por aqui não tem um forum, como o do Nassif):
A argumentação é pertinente, mas desconsidera peculiariedades do nosso sistema político:
1-Voto obrigatório e não facultativo como por lá;
2-Propaganda eleitoral obrigatória.
O argumento da capilaridade social e da natureza cooperativa da circulação de informações pela internet parece apropriado, mas esquece que o controle desse meio está nas mãos dos mesmos interesses de sempre...
10 dos 15 "roteadores" da rede são estadunidenses...A língua é o inglês, e os maiores provedores de conteudo são os grandes grupos de comunicação e grandes empresas de outros ramos (google)...
Uma panfletagem também pode ser artesanal, mas também pode ser um fenômeno apropriado pelo capital...
Não é simples a tarefa do TSE em "controlar" o incontrolável...
A internet não pode ser considerada uma mídia como as outars, mas fazer a defesa da liberade encobrindo seu caráter de classe não é positivo...
Creio que o melhor seria liberar toda e qualquer propaganda, a qualquer tempo...
Melhor assim, do que os desvios praticados pelas secretarias de comunicação em nome de seus mandatários....
Nos EEUU por exemplo, citado como exemplo pela possibilidade de crescimento oferecida a campanha Obama, o sistema alija qualquer possibilidade de candidatura fora do status quo, as arrecadações para os democratas e republicanos obedecem uma lógica de bolsa de valores...se o candidato vai mal, suas ações caem, e o investidores "fogem"...
Temos que achar nosso caminho, mas com certeza não é tarefa do TSE legislar sobre o processo político, a essa corte deveria caber o papael de fiscal da Lei...
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