65 anos, professor titular "sênior" do IFF (ex-CEFET-Campos, RJ) e engenheiro. Pesquisador atuante nos temas: Capitalismo de Plataformas; Espaço-Economia e Financeirização no Capitalismo Contemporâneo; Circuito Econômico Petróleo-Porto; Geopolítica da Energia. Membro da Rede Latinoamericana de Investigadores em Espaço-Economia: Geografia Econômica e Economia Política (ReLAEE). Espaço para apresentar e debater questões e opiniões sobre política e economia. Blog criado em 10 agosto de 2004.
segunda-feira, fevereiro 07, 2011
Brasil tem déficit de 120 mil motoristas de caminhão
A informação foi veiculada no jonal Valor Econômico na semana que passou. Ela trouxe à tona uma pesquisa da Associação Nacional dos Transportadores de Carga & Logística (NTC&Logística) realizada com 400 associados.
O alto valor dos caminhões que chegam a custar R$ 500 mil e com muita "tecnologia embarcada", restringe e muito o número de pessoas aptas para a função.
Os donos das empresas de transportes dizem que equipamentos sofisticados como freio eletrônico, sistemas de leituras que ajudam a economizar combustível e aumentar a durabilidade dos caminhões, entre outros, exigem motoristas capacitados, porque "senão a tecnologia acaba sendo desperdiçada".
O Senat tem tentado reduzir o tamanho da demanda que é grande. Estima-se que o país tenha 1,3 milhões de caminhões em circulação e cerca de 1,6 milhões de caminhoneiros.
Os riscos das estradas, aliado da vida quase nômade deste tipo de trabalho tem reduzido o interesse de muitos jovens segundo a associação.
O blog avalia que, nesta como em algumas outras profissões está havendo uma contradição que nõa é difícil de ser identificada: o empregador começa a necessitar de gente com maior escolaridade formal para lidar com estas inovações, mas, não se dispõe a remunerar um pouco melhor estes trabalhadores, até para atrair jovens para a profissão. Daí que apenas reclamam a falta de mão-de-obra especializada, sem muitos resultados.
Os empregadores do setor imaginam que campanhas publicitárias podem voltar a atrair jovens para a profissão de caminhoneiro. É possível qua consigam alguma coisa, mas imaginar que dirigir um caminhão com tanta tecnologia exige, além de habilidade e destreza, conhecimentos abstratos e de informática acentuados, não será fácil ter estes atributos sem formação de ensino médio e salários, para que se disponha enfrentar a dureza das estradas não duplicadas e ainda com muitas deficiências. A conferir, sem antes deixar de comemorar mais um bom problema, fruto do crescimento econômico, embora, ainda tenha que se lamentar o pouco uso do transporte ferroviário e aeroviário em nosso país.
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2 comentários:
Os empresários, de um modo geral, estão acostumados a outros tempos, em que se exigiam um mundo de conhecimento e se pagava uma miséria. Ora, se querem bons profissionais, que paguem salários dignos. Chegam a pagar R$ 500.000,00 mil reais por um caminhão, e têm a cara de pau de quererem pagar ao motorista que irá operar esse patrimônio menos de R$ 1.500,00. Quem escolhe essa profissão, costuma viver a maior parte da vida longe da esposa, filhos, poarentes e amigos, tem que haver algum tipo de compensação.
FERROVIAS , esta é uma solução sensata.
Ma$$$$...
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