Alguns autores chamam as estratégias que unem governos e corporações do setor de óleo e gás de petroestratégia. Como a maioria sabe, até aqui o Oriente Médio era o alvo principal da disputa pelo controle direto das reservas de petróleo.
Para além da Arábia Saudita, Iraque e Irã, outros países daquela região possuem reservas que são cada vez mais objeto de cobiça como o Yemen, Casaquistão e Turcomenistão. Este último projeta atualmente dois enormes gasodutos em direção à Índia, China, no lado da Ásia e outro, na direção da Turquia e Europa. O Turcomenistão possui a quarta maior reserva do mundo em gás natural.
O mapa abaixo dá uma boa dimensão de como o controle de um país ou região estava vinculado à força e ao poder militar. Em vermelho estão as áreas produtoras de óleo e gás e em azul estão as bases militares dos EUA.
A interpretação desta realidade ajuda a mostrar o que significaria o pré-sal tão vigiado e controlado pela NSA americana e denunciada pelo Edward Snowden.
Porém, mais que isto, o anúncio informal que foi divulgado hoje de que Trump nomeará o presidente mundial (CEO) da Esso, Rex Tillerson como secretário de Estado dos EUA, amplia a evidência sobre a forte relação entre poder militar e os interesses pelo controle das reservas de petróleo no mundo por parte dos EUA. Neste processo, um pingo (ou um gota) é golpe!
65 anos, professor titular "sênior" do IFF (ex-CEFET-Campos, RJ) e engenheiro. Pesquisador atuante nos temas: Capitalismo de Plataformas; Espaço-Economia e Financeirização no Capitalismo Contemporâneo; Circuito Econômico Petróleo-Porto; Geopolítica da Energia. Membro da Rede Latinoamericana de Investigadores em Espaço-Economia: Geografia Econômica e Economia Política (ReLAEE). Espaço para apresentar e debater questões e opiniões sobre política e economia. Blog criado em 10 agosto de 2004.
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Um comentário:
Os que os imbecis daqui não conseguem entender é que o novo ciclo de expansão dos EUA ainda estará estruturado em energia fóssil, e assim será por no mínimo uns cem próximos anos...
E mais:
Daqui para frente, não se trata apenas de determinar os ritmos de exploração, reserva, pesquisa, mas principalmente dotar esse mercado de capacidade de trazer recursos para a transição para outras fontes energéticas, assim como aconteceu com todas as outras fontes anteriores, ou seja, a acumulação rentista permitirá a capitalização dos que controlarão as novas fontes, inclusive para permitir que sejam viáveis economicamente...
Seguem os cretinos daqui com a cantilena moralista...
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